Mais de uma dezena de pessoas reuniram, sexta-feira passada, na sede do Bloco de Esquerda em Viseu, na sessão/debate promovida pela Esquerda Nova – corrente de opinião do BE. Questões como a definição da ideia do partido-movimento e a maioria social de esquerda, no contexto pós-eleitoral, dominaram o debate.
O desfasamento entre o que o BE é na verdade e aquilo que muitos pensam tratar-se na realidade foi o pontapé de saída para a sessão, subordinada ao tema “Bloco: Que fazer?”, título único do último número do jornal com periodicidade irregular da Esquerda Nova. As diferenças entre a dinâmica impressa pelos dirigentes bloquistas e a realidade partidária local mostram, segundo os participantes naquela sessão, a necessidade imperativa do desenvolvimento de um trabalho político que transporte para as agendas locais as estratégias planeadas, quase sempre bem, a nível nacional.
Para além das questões da democracia interna, o aprofundamento da definição da ideia de partido-movimento (por exemplo, essa concepção serve só para agregar opiniões e pessoas individualmente?) foi outra necessidade evidenciada. Embora não exista, em Portugal, propriamente a tradição dos movimentos sociais, a verdade é que o BE pode e deve assumir, neste particular, um papel de inestimável relevo, com criatividade para os impulsionar mas sem nunca os querer controlar.
Sobre a maioria social de esquerda o destaque foi para a continuidade da convergência fundadora do BE, uma opção estratégica que necessita de ser aprofundada.








