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POR UMA EUROPA SEM MILITARISMOS E SEM NATO

A Europa que queremos, pacifica, solidária e coesa, não se compadece com a participação em organizações militares agressivas e agressoras como a NATO.

A defesa de um espaço vasto e com tantas fronteiras como é este nosso velho continente, tem que fazer-se, através da  politica e não com a força das armas.

As boas relações com os povos vizinhos estabelecem-se e mantêm-se  com firmeza democrática, com cooperação e partilha, sem preconceitos  culturais, políticos,  religiosos, sem intenções de pilhagem de matérias primas ou de mão de obra barata e descartável.

Só assim a Europa merecerá o respeito e a aceitação por parte dos restantes povos do planeta.

Uma tal postura implica uma alteração completa dos paradigmas que têm enquadrado a intervenção europeia no mundo.

O espaço europeu não pode continuar a  ser olhado como integrando o campo imperial, de rapina, pelo que tem que  se afastar dos pressupostos que o levaram a ser encarado, com razão, alias, dessa forma pelos outros povos.

Uma Europa que se quer dos povos, não pode ser refém dos governos saídos de maiorias  meramente circunstanciais e das teias por estes urdidas que não permitem a livre e democrática expressão dos europeus, enquanto cidadãos,  como tem ocorrido com o famigerado Tratado de Lisboa.

Os irlandeses que tiveram a oportunidade e a coragem de dizer não ao “Tratado de Lisboa” têm sofrido todo o tipo de pressões para voltar atrás com a sua posição.

A paz, o desenvolvimento sustentado, a defesa do meio ambiente devem ser os meios para unir os povos e não para dividir pela lógica do mais forte

As questões da insegurança e do terrorismo, que servem de álibi à corrida aos armamentos e aos fundamentos de um exército europeu, têm que ser encaradas mais pela resolução dos problemas sociais a montante do que pela repressão militar.

As corridas aos armamentos e a propalada necessidade de um exército europeu só interessam, realmente, ao complexo militar industrial e às cliques militares que o  apoiam.

A Política Europeia de Segurança Comum (PESC) não pode ficar-se por intenções meramente militaristas, antes deve preocupar-se com as questões sociais dos povos nossos vizinhos, buscando  ajudar à sua resolução e prevenindo, assim, as consequências da  exacerbação das suas carências.

A reivindicação, que é transversal a tantos cidadãos da Europa, do fim da participação dos países da União Europeia, das estruturas da NATO, deve ser objecto de campanhas unitárias e internacionais, devidamente estruturadas, que levem os europeus a tomarem consciência de qual deve ser o seu papel no Mundo global.

Texto publicado na edição especial dedicada às Europeias de 2009 do "Objectivo Socialismo"
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Criado em: 2009-06-06 19:29:31