O governo italiano desencadeou acções xenófobas contra os estrangeiros indocumentados, desde a declaração de estado de emergência, a expulsões, a mandatos de identificação compulsiva, sobretudo, de ciganos, italianos ou não, dignas de medidas que se julgavam erradicadas da Europa depois de 1945, levadas a cabo pelos novos “camisas negras” de Fini.
Neste momento, coloca nas ruas milhares de soldados armados, como forma intimidatória sabe lá contra quem.
E isto tudo acontece ao mesmo tempo em que faz aprovar leis que têm como finalidade acabar com os processos judiciais contra Berlusconi, por enriquecimento fraudulento e corrupção.
Estas atitudes lembram, também, as tomadas de posição do CDS/PP de Paulo Portas.
Nunca foram dadas explicações sobre os negócios dos submarinos, dos sobreiros, o financiamento ilegal do partido, das fotocópias dos documentos do Ministério da Defesa, etc.. Aparecem sempre como grandes lutadores pela justiça, clamando contra tudo e contra todos, apelando a medidas inconsequentemente securitárias, especialmente contra os mais pobres, que, segundo eles, auferem os “fantásticos” subsídios de miséria que, embora atribuídos de forma tosca e pouco criteriosa pelo Governo, não passam de gotas de água no oceano dos desperdícios tantos deles provocados pelos despautérios destes mesmos senhores.
Estes “populismos” direitistas que continuam a ter cobertura na Comunicação Social, nomeadamente das televisões, que, curiosamente nunca questionaram, a fundo, as questões já citadas, devem ser denunciados, que mais não seja pela incongruência e hipocrisia das públicas virtudes com grandes vícios privados.









