Pelos vistos, o entendimento de "democracia" de alguns líderes africanos está a fazer escola na "democrática" Europa dos 27.
Como os irlandeses não se deixaram levar pelas tretas dos dirigentes políticos do seu país e votaram contra aquele arremedo de Tratado assinado em Lisboa, os eurocratas e os dirigentes políticos dos governos da Europa já têm na manga jogadas para ultrapassar aquele contratempo.
Uma das fórmulas será repetir o referendo até que o Sim vença.
Mas estamos em Angola dos anos 90 ou no Zimbabué de hoje?
Agora, já os Portugueses podem entender com mais facilidade as razões por que José Sócrates foi levado a engolir as promessas eleitorais de um referendo sobre a Constituição Europeia. É que nunca se sabe o que os povos podem fazer quando estão em jogo os seus interesses e pelo seguro é melhor não arriscar.
Só há uma solução realmente democrática para este impasse. As próximas eleições para o Parlamente Europeu darem capacidade constitucional ao Parlamento e este elaborar uma Constituição para a Europa que respeite as realidades nacionais de cada país.








