É a vida, como diria o outro. Será?
Daqui não saio, daqui ninguém me tira. Só por cima do meu cadáver... Ao menos, a repelente e sinistra figura é sincera (não confundir com honesto...).
Depois do não da Irlanda ao Tratado de Lisboa - nota à navegação!, os argumentos do não na Irlanda são do mais reaccionário que há por esse Mundo fora - a Europa também vai ser sincera, nas próximas duas semanas, tal & qual como o senhor Robert Mugabe, contornando, rodopiando e dançando à volta da fogueira que a democracia permitiu e consagrou como legítimo. E vamos acabar por descobrir, helas!, que, afinal, 1% da população da UE não tem qualquer legitimidade para decidir o futuro dos restantes 99%. Apesar das regras privadas do seu próprio país exigirem-no...
Mas, porque é que os dirigentes que se assumem (e, se calhar, até sentem!) como emanações dos povos europeus não aceitam que uma Constituinte resolveria, de vez, todos esses problemas? Será por que acreditam que são, na realidade, entidades superiores, qualquer coisa "acima" de todos, e, consequentemente, as populações algo de inferior, ou os "de baixo" não merecem, sequer, exprimir-se?








