Os subscritores da Moção D à V Convenção bater-se-ão dentro e fora do BE pelo Socialismo como alternativa ao capitalismo neo-liberal selvagem, que procura subjugar, hoje, toda a humanidade.
Mas, uma questão se coloca com acuidade. Que tipo de socialismo nos propomos defender ?
As vivências de “socialismos” que a História da humanidade teve, até hoje, são modelos catastróficos.
As fórmulas de “socialismo real” da União Soviética, passando pelo modelo Chinês os pelas caricaturas de socialismo do que foi a Albânia e do que é a Coreia do Norte não passaram de regimes totalitários , repressivos e exímios desrespeitadores do Direitos Humanos.
O que hoje assistimos em Cuba e na América Latina, não constituem, de modo nenhum, paradigmas do que pretendemos quando falamos de Socialismo
Por tudo isto,os conceitos ligados à palavra “SOCIALISMO” têm , neste momento uma carga negativa que levará muito tempo a desconstruir.
O socialismo que queremos está por inventar.
Essa, poderá ser, uma enorme vantagem, pois assim teremos que ser todos e em conjunto a tentar contribuir para a criação das suas bases futuras.
Se este parece um esforço enorme, constitui, também, uma proposta muito aliciante.
Teremos de conjugar, a todo o momento, a teorização com o teste da prática e da avaliação permanente.
De qualquer modo, pensamos que nunca , em nome de uma melhoria da situação económica se poderá descurar a liberdade.
O socialismo necessita da liberdade como os corpos de oxigénio.
Pensamos que só assim será possível contribuir para criar alternativas à actual situação em que a sociedade parece alienada com as “verdades” da globalização neo-liberal, embora de quando em vez nos surpreenda com exemplos da sua capacidade de resistência e luta.
Cecília Moutinho e Ferreira dos Santos
(Publicado a 15.Maio.2007 em Objectivo: Socialismo!)








