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Tempos difíceis

Estão difíceis os tempos que correm... Só pode.

Bem pode José Sócrates, o primeiro-ministro português (ver na foto o ar iluminado), dizer que foi muito influenciado por um filósofo catalão (... que nunca chegou a nomear naquele inenarrável programa televisivo da SIC onde se lavou mais branco que o próprio sabão Omo algum dia conseguirá), bem pode Teixeira dos Santos apregoar, como a banha da cobra que se vende, a bom preço!, na Feira da Senhora Hora, as recuperações e as conquistas da economia portuguesa que muito bem entender (porque também nunca deixará de ser o senhor “Sántos”, com pronúncia e tudo...), bem pode Alberto João Jardim celebrar, com ou sem pompa, os 30 anos de governação na Madeira.

Não façamos de conta! A crise social está aí refastelada – ou será que os indicadores do INE também são conversa fiada? – e, doa a quem doer, vamos pagar mais, por exemplo, pelo nosso crédito à habitação. É só mais um pouco, mas... de pouco em pouco, de bocadinho em bocadinho, lá se foi o salário, e ainda hoje é dia dezoito de um mês de trinta e um dias!

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Criado em: 2008-03-18 04:42:49
Autor: Paulo F. Silva
Pesada derrota da Direita em França
Os franceses deram, ontem, uma lição a Nicolas Sarkozy.


Desiludidos com as reformas que a UMP prometeu implementar (e que o primeiro-ministro François Fillon já disse, agora, querer acelerar...) e fartos da agitada e mediática vida pessoal do presidente, os franceses deram uma lição à Direita e varreram com ela do mapa eleitoral municipal. Para o desaire ser total só faltou mesmo Marselha...


As eleições municipais em França podem ser acompanhadas aqui, aqui e aqui.
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Criado em: 2008-03-17 01:59:19
Karl Marx (n. 5/5/1818 – m. 14/3/1883)

Faz hoje 125 anos que faleceu, em Londres, Karl Marx, de 65 anos, filósofo e economista alemão, fundador e principal teórico do moderno socialismo e do comunismo. 

Em 1843 abandonou a Alemanha e partiu para Paris, onde conheceu um amigo para a vida, Friedrich Engels, com quem escreveu vários livros. Cinco anos depois, Marx e Engels publicaram o "Manifesto Comunista", uma dura crítica ao modelo de produção capitalista e à forma como a sociedade se estruturou através dele (a luta de classes). A grande obra de Marx é "O Capital" – uma profunda e extensa análise da sociedade capitalista –, obra de Economia Política, de filosofia e de cultura.

Nos últimos anos de vida, Marx mantinha grande vigor intelectual. A importância das suas teorias e método dialéctico transcendem a área da sua influência, a ponto do seu pensamento se manter, ainda hoje, completamente actual.

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Criado em: 2008-03-14 19:25:59
A DIREITA TENTA "COLAR-SE" À INDIGNAÇÃO

Já foi criticada e denunciada a tentativa de "colagem" dos partidos de direita às justas reclamações e reivindicações dos utentes do Serviço Nacional de Saúde e agora dos professores.

Aos dirigentes do PSD e do CDS não se podem impedir atitudes de solidariedade com as vítimas dos atropelos aos direitos que afligem os portugueses. O que não se pode permitir é o branqueamento das situações que promoveram enquanto foram poder, o que não foi há tanto tempo como isso; o que não se pode permitir é que num dia prometam desmantelar os serviços públicos e noutro venham, com a maior desfaçatez, defendê-los; o que não se pode esquecer é que, ora se proponham facilitar, ao máximo, os despedimentos, ora prometam estar presentes à porta das fábricas encerradas.

É, por isso, conveniente que nos mantenhamos alerta para estas, aparentes, incongruências e que não nos deixemos enganar por estes cantos de sereia oportunistas e pouco honestos.

Isto não quer dizer que o Governo Sócrates tenha uma postura diferente. Não caíndo em análises fáceis e confusões, sempre dissemos que são farinha do mesmo saco.

Ferreira dos Santos


(Publicado a 11.Março.2008 em Objectivo: Socialismo!)

 

 

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Criado em: 2008-03-12 08:35:53
Se estes não eram os professores, onde estão os professores?

A gigantesca manifestação dos professores em Lisboa vem corroborar o que temos afirmado sobre a necessidade de lutar colectiva e organizadamente para obter progressos.
Por mais que a Snra. Ministra diga que não é relevante, a manifestação de ontem tem de significar alguma coisa para os governantes deste país.
Então estes 100.000 professores são todos mal informados, manipulados, no fundo ignorantes?
Só a Dra. Lurdes, o Snr. Pedreira e o Snr. Valter Lemos é que são trabalhadores e inteligentes?
Os apoiantes da snra. Ministra estão a aconselhá-la muito mal, também não admira : pelo que lemos nos jornais, são: o Snr Dr. José Miguel Júdice, muito recentemente próximo do PS, mas que continua a fazer juz à alcunha por que era conhecido em Coimbra; o snr. Major Valentim Loureiro cujas actividades " democráticas" são sobejamente conhecidas dos portugueses e o snr. Albino Almeida representante eleito por 104 das 1700 associações de pais das escolas portuguesas.
O nosso povo costuma dizer : diz-me com quem andas , dir-te-ei quem és.

Mais uma coisa, não vale a baixeza de procurar dividir os trabalhadores, tentando atirar os outros funcionários públicos contra os professores. Estas tácticas são já velhas e não colhem, aliás são a continuação do discurso de desacreditação lançado contra professores e contra os restantes funcionários públicos com vista a " ganhar os pais" conforme foi afirmado por estas mesmas individualidades.

Ferreira dos Santos


(Publicado a 9.Março.2008 em Objectivo: Socialismo!)

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Criado em: 2008-03-12 08:29:46
APOIEMOS A LUTA DOS PROFESSORES

Os professores portugueses têm demonstrado, nos ultimos dias, como pode ser dificil para qualquer governo legislar ao arrepio dos interesses e do acordo democrático dos cidadãos e contra aqueles a quem tal legislação se destina.

A capacidade de mobilização, quer dos sindicatos, quer, por vezes , de grupos pontuais de professores tem sido exemplar.

A senhora Ministra e os seus coadjuvantes Valter Lemos e Pedreira deveriam tirar as devidas conclusões das movimentações dos professores.

O que está em causa é o interesse da educação dos jovens e não os relatórios a apresentar à União Europeia.

Não parece suficiente o apoio do inefavel e eterno Albino Almeida e dos seus gritos de Viva Salazar para explicar que as politicas são optimas, podem até estar a ser aplicadas em algumas poucas escolas práticas interessante, mas do que tomamos conhecimento todos os dias é que as "politicas"atrabiliárias do ME levam a que haja crianças a percorrer muitos quilómetros para ir à escola, que haja escolas a funcionar em instalações incriveis e que as tão faladas refeições sejam tomadas, por muitas crianças em locais totalmente inapropriados.

As pretenções do governo Sócrates, como aliás as dos anteriores governos, são de destruir tudo o que for serviço publico.

Finalmente começam, estes senhoritos, a receber a resposta devida.

É caricata a forma como o snr. Luis Filipe Menezes aparece a "colar-se" à contestação que está nas ruas. Este senhor ainda há poucos dias se propunha desagregar os serviços publicos em seis meses , no caso, altamente improvável, de vir a ser primeiro ministro.
Propõe-se, também, retirar à RTP a publicidade, para beneficio das estações privadas de televisão. visando destruir., igualmente , este serviço publico.

Então como é Snr. Filipe Menezes quer desagregar os serviços publicos ou quer apoiar os trabalhadores que procuram defendê-los?

Ferreira dos Santos


(Publicado a 28.Fevereiro.2008 em Objectivo: Socialismo!)

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Criado em: 2008-03-12 08:24:32
A resma de papel e os milhões do Estado

O Bloco de Esquerda apresentou hoje, na Assembleia da República, dois projectos-de-lei com que pretende tornar a vida política mais transparente.

Todos sabemos como funcionam as coisas: hoje é-se deputado, amanhã membro do Governo e, depois, quem sabe?, talvez admnistrador de uma empresa com capitais públicos com interesses na área que tutelou... Na prática, serve-se o Estado e, a seguir, serve-se do Estado.

Os argumentos aduzidos, hoje, por Luís Fazenda, na apresentação do projecto, são mais do que óbvios, correctos e rigorosos em nome da transparência com que a vida e a coisa públicas deviam ser norteadas.

O PS, tal como fez anteriormente, deverá "chumbar" o projecto.

Mas, a verdade é que, enquanto as coisas se mantiverem como estão, a vida pública continuará a ser vista, em muitos casos, como algo de nebuloso, que prejudica e desacredita, em última análise, a democracia e o sistema político.

"Um deputado que tenha uma papelaria não pode vender uma resma de papel a uma escola em frente da loja. No entanto, um deputado que seja de uma sociedade de advogados pode representar o Estado em negócios de milhões de euros", afirmou, hoje, Luís Fazenda. O exemplo, feliz, é elucidativo e só não entende quem aproveita com a promiscuidade instalada.

Paulo F. Silva


(Publicado a 27.Fevereiro.2008 em Objectivo: Socialismo!)

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Criado em: 2008-03-12 08:19:10
Um estudo que é uma tomada de posição

Vítor Bento, Alves Monteiro, Luís Barata, Luís Campos e Cunha, Ferreira do Amaral, Henrique Neto, Ribeiro Mendes, Paulo Sande e Amílcar Theias, os membros do Conselho Coordenador da SEDES merecem o nosso respeito.

A SEDES, “uma das mais antigas e conceituadas associações cívicas portuguesas”, como lhe chama hoje o jornal “Público” e, durante toda a manhã, repetiram as rádios e as televisões, alerta para um “Portugal à beira da crise social de contornos difíceis de prever”.

No entanto, ao contrário do que foi dito (na Antena 1 e na TSF) por alguns dos membros do referido Conselho Coordenador, a SEDES não fez um “estudo”, antes divulgou uma “tomada de posição”. Questão de forma aparente, mas de fulcral importância. É que os dirigentes da SEDES têm acesso a informação qualificada que, como é natural, a esmagadora maioria dos portugueses não tem, e não se pode baralhar a opinião pública. Um “estudo” deverá ter, em tese, uma base de análise científica; uma “tomada de posição” é o resultado de um processo de reflexão colectivo.

Ainda assim, vale a pena a ler o documento da SEDES. Aqui.


(Publicado a 22.Fevereiro.2008 em Objectivo: Socialismo!)

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Criado em: 2008-03-12 08:13:36