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PROFESSORA AGREDIDA: ALGUMAS REFLEXÕES!

 A agressão (sim, é disto que se trata!) de uma estudante a uma professora, em plena sala de aula, na Escola Carolina Michaelis, no Porto, é uma acto que não é isolado e aparece integrado num processo complexo e grave:

 


  1. Há um processo em curso de desvalorização do ser professor em Portugal. Declarações governamentais de cariz populista contra os professores, contribuem, como exemplo que vem de cima, para um clima de intimidação dos próprios professores.
  2. As familias têm responsabilidades negativas na educação de jovens que nunca foram confrontados com a pedagogia do "não". Alguns jovens, desde pequeninos, são idolatrados como sendo uma espécie de "centro do mundo" ... tudo fazem, tudo podem fazer, às vezes até, no confronto com os próprios pais que tudo permitem ...
  3. Nas escolas não há a prática da democracia e da cidadania. Por exemplo, do lado dos estudantes, como são eleitas as actuais Associações de Estudantes, com que programas (!) e quais os seus principais objectivos. Que práticas promovem, nas escolas, o bom relacionamento entre professores, estudantes e o chamado pessoal administrativo, a não ser um relaciomento que se parce reduzir ao ser estudante para o estudante, ser professor para o professor e ser trabalhador administrativo para o trabalhador administrativo ...
  4. Há uma autentica alienação em tudo o que diz respeito a novas tecnologias consumíveis, tipo telemóvel. E essa alienação ignora o respeito por regras e boas práticas de convívio. Há muita gente que vive, dia após dia, uma realidade construída por SMS, por MMS, por linguagem codificada, ... , sempre desfasada da realidade concreta!

Actos como o que aconteceu na Carolina Michaelis e como vai acontecendo ao ritmo de um por dia nas escolas deste País, requerem tolerância zero!

A par da tolerância zero, é urgente que se restaure um clima de respeito pelos professores e se exija que a Escola Pública forme, com democracia vivida no seu seio, cidadãs e cidadãos!

 

 

João Pedro Freire

(Publicado em Tribuna Socialista a 21.Mar.2008)

 

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Criado em: 2008-03-22 03:35:52
La Gioconda de George Walker Bush

Gostei da posta de ontem do Cachimbo de Margritte, a propósito do quinto aniversário da invasão do Iraque. E resolvi reproduzi-la, aqui abaixo.

O sorriso (forçado? irónico?) de Saddam Hussein, um ditador assassinado, tem aqui múltiplos efeitos, perverso, de alerta de consciências, para nos fazer parar e, por dois segundos, pensar no que podia estar a acontecer mas não está!, e por aí...

Declaração de interesses: não faço a mais pequena ideia de quem possa ser o autor da posta, mas, insisto, gostei dela.

 

O 5.º aniversário do início da chamada “terceira guerra do Golfo” recuperou as ladainhas sobre o mal que a dita causou ao Iraque e aos iraquianos, ao Médio Oriente, à paz no Mundo ou ao esforço de derrota militar e política dos talibãs no Afeganistão, já para não falar nos desequilíbrios que gerou no sistema global de produção, transformação do petróleo e seus "derivados". Também parece que a guerra fez muito mal aos EUA (ao ponto de provocar uma crise do crédito de alto risco no passado Verão), ao mesmo tempo que deu grande poder e ânimo ao Irão, já para não falar no bem que (felizmente?) terá feito à Rússia ou à China...
No entanto, e como há cinco anos havia um gravíssimo e dramático problema iraquiano que a Administração George W. Bush não inventou – grave e dramático para os iraquianos, e apenas gravíssimo para os EUA, para o Médio Oriente e para o mundo –, pergunto-me se os críticos encarniçados da "invasão" de há um lustro estarão interessados em pensar um minuto que seja e perguntarem em que estado estaria o Iraque, o Médio Oriente e o Mundo caso Saddam Hussein fosse ainda o senhor todo o poderoso do Iraque. Faça-se pois, em nome da honestidade intelectual, o seguinte exercício de “história contrafactual”. Ou seja: “O que é que teria acontecido caso uma coligação internacional liderada pelos EUA não tivesse invadido o Iraque Março de 2003?”
 

 

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Criado em: 2008-03-21 05:09:58
Autor: Paulo F. Silva
Tempos difíceis

Estão difíceis os tempos que correm... Só pode.

Bem pode José Sócrates, o primeiro-ministro português (ver na foto o ar iluminado), dizer que foi muito influenciado por um filósofo catalão (... que nunca chegou a nomear naquele inenarrável programa televisivo da SIC onde se lavou mais branco que o próprio sabão Omo algum dia conseguirá), bem pode Teixeira dos Santos apregoar, como a banha da cobra que se vende, a bom preço!, na Feira da Senhora Hora, as recuperações e as conquistas da economia portuguesa que muito bem entender (porque também nunca deixará de ser o senhor “Sántos”, com pronúncia e tudo...), bem pode Alberto João Jardim celebrar, com ou sem pompa, os 30 anos de governação na Madeira.

Não façamos de conta! A crise social está aí refastelada – ou será que os indicadores do INE também são conversa fiada? – e, doa a quem doer, vamos pagar mais, por exemplo, pelo nosso crédito à habitação. É só mais um pouco, mas... de pouco em pouco, de bocadinho em bocadinho, lá se foi o salário, e ainda hoje é dia dezoito de um mês de trinta e um dias!

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Criado em: 2008-03-18 04:42:49
Autor: Paulo F. Silva
Pesada derrota da Direita em França
Os franceses deram, ontem, uma lição a Nicolas Sarkozy.


Desiludidos com as reformas que a UMP prometeu implementar (e que o primeiro-ministro François Fillon já disse, agora, querer acelerar...) e fartos da agitada e mediática vida pessoal do presidente, os franceses deram uma lição à Direita e varreram com ela do mapa eleitoral municipal. Para o desaire ser total só faltou mesmo Marselha...


As eleições municipais em França podem ser acompanhadas aqui, aqui e aqui.
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Criado em: 2008-03-17 01:59:19
Karl Marx (n. 5/5/1818 – m. 14/3/1883)

Faz hoje 125 anos que faleceu, em Londres, Karl Marx, de 65 anos, filósofo e economista alemão, fundador e principal teórico do moderno socialismo e do comunismo. 

Em 1843 abandonou a Alemanha e partiu para Paris, onde conheceu um amigo para a vida, Friedrich Engels, com quem escreveu vários livros. Cinco anos depois, Marx e Engels publicaram o "Manifesto Comunista", uma dura crítica ao modelo de produção capitalista e à forma como a sociedade se estruturou através dele (a luta de classes). A grande obra de Marx é "O Capital" – uma profunda e extensa análise da sociedade capitalista –, obra de Economia Política, de filosofia e de cultura.

Nos últimos anos de vida, Marx mantinha grande vigor intelectual. A importância das suas teorias e método dialéctico transcendem a área da sua influência, a ponto do seu pensamento se manter, ainda hoje, completamente actual.

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Criado em: 2008-03-14 19:25:59
A DIREITA TENTA "COLAR-SE" À INDIGNAÇÃO

Já foi criticada e denunciada a tentativa de "colagem" dos partidos de direita às justas reclamações e reivindicações dos utentes do Serviço Nacional de Saúde e agora dos professores.

Aos dirigentes do PSD e do CDS não se podem impedir atitudes de solidariedade com as vítimas dos atropelos aos direitos que afligem os portugueses. O que não se pode permitir é o branqueamento das situações que promoveram enquanto foram poder, o que não foi há tanto tempo como isso; o que não se pode permitir é que num dia prometam desmantelar os serviços públicos e noutro venham, com a maior desfaçatez, defendê-los; o que não se pode esquecer é que, ora se proponham facilitar, ao máximo, os despedimentos, ora prometam estar presentes à porta das fábricas encerradas.

É, por isso, conveniente que nos mantenhamos alerta para estas, aparentes, incongruências e que não nos deixemos enganar por estes cantos de sereia oportunistas e pouco honestos.

Isto não quer dizer que o Governo Sócrates tenha uma postura diferente. Não caíndo em análises fáceis e confusões, sempre dissemos que são farinha do mesmo saco.

Ferreira dos Santos


(Publicado a 11.Março.2008 em Objectivo: Socialismo!)

 

 

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Criado em: 2008-03-12 08:35:53
Se estes não eram os professores, onde estão os professores?

A gigantesca manifestação dos professores em Lisboa vem corroborar o que temos afirmado sobre a necessidade de lutar colectiva e organizadamente para obter progressos.
Por mais que a Snra. Ministra diga que não é relevante, a manifestação de ontem tem de significar alguma coisa para os governantes deste país.
Então estes 100.000 professores são todos mal informados, manipulados, no fundo ignorantes?
Só a Dra. Lurdes, o Snr. Pedreira e o Snr. Valter Lemos é que são trabalhadores e inteligentes?
Os apoiantes da snra. Ministra estão a aconselhá-la muito mal, também não admira : pelo que lemos nos jornais, são: o Snr Dr. José Miguel Júdice, muito recentemente próximo do PS, mas que continua a fazer juz à alcunha por que era conhecido em Coimbra; o snr. Major Valentim Loureiro cujas actividades " democráticas" são sobejamente conhecidas dos portugueses e o snr. Albino Almeida representante eleito por 104 das 1700 associações de pais das escolas portuguesas.
O nosso povo costuma dizer : diz-me com quem andas , dir-te-ei quem és.

Mais uma coisa, não vale a baixeza de procurar dividir os trabalhadores, tentando atirar os outros funcionários públicos contra os professores. Estas tácticas são já velhas e não colhem, aliás são a continuação do discurso de desacreditação lançado contra professores e contra os restantes funcionários públicos com vista a " ganhar os pais" conforme foi afirmado por estas mesmas individualidades.

Ferreira dos Santos


(Publicado a 9.Março.2008 em Objectivo: Socialismo!)

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Criado em: 2008-03-12 08:29:46
APOIEMOS A LUTA DOS PROFESSORES

Os professores portugueses têm demonstrado, nos ultimos dias, como pode ser dificil para qualquer governo legislar ao arrepio dos interesses e do acordo democrático dos cidadãos e contra aqueles a quem tal legislação se destina.

A capacidade de mobilização, quer dos sindicatos, quer, por vezes , de grupos pontuais de professores tem sido exemplar.

A senhora Ministra e os seus coadjuvantes Valter Lemos e Pedreira deveriam tirar as devidas conclusões das movimentações dos professores.

O que está em causa é o interesse da educação dos jovens e não os relatórios a apresentar à União Europeia.

Não parece suficiente o apoio do inefavel e eterno Albino Almeida e dos seus gritos de Viva Salazar para explicar que as politicas são optimas, podem até estar a ser aplicadas em algumas poucas escolas práticas interessante, mas do que tomamos conhecimento todos os dias é que as "politicas"atrabiliárias do ME levam a que haja crianças a percorrer muitos quilómetros para ir à escola, que haja escolas a funcionar em instalações incriveis e que as tão faladas refeições sejam tomadas, por muitas crianças em locais totalmente inapropriados.

As pretenções do governo Sócrates, como aliás as dos anteriores governos, são de destruir tudo o que for serviço publico.

Finalmente começam, estes senhoritos, a receber a resposta devida.

É caricata a forma como o snr. Luis Filipe Menezes aparece a "colar-se" à contestação que está nas ruas. Este senhor ainda há poucos dias se propunha desagregar os serviços publicos em seis meses , no caso, altamente improvável, de vir a ser primeiro ministro.
Propõe-se, também, retirar à RTP a publicidade, para beneficio das estações privadas de televisão. visando destruir., igualmente , este serviço publico.

Então como é Snr. Filipe Menezes quer desagregar os serviços publicos ou quer apoiar os trabalhadores que procuram defendê-los?

Ferreira dos Santos


(Publicado a 28.Fevereiro.2008 em Objectivo: Socialismo!)

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Criado em: 2008-03-12 08:24:32