
De Gaulle reaparece e faz um discurso à nação, anunciando a dissolução da Assembleia Nacional e a convocação de eleições antecipadas. Afirma que não se demitirá. Ao som da "Marselhesa", um milhão de pessoas manifestam-se entre a Praça da Concórdia e o Arco do triunfo em apoio ao presidente da República. Entre os que lideram a manifestação figura André Malraux, escritor, resistente e então ministro da Cultura. É levantado o racionamento de gasolina (Foto: Philippe Carliat)

"Somos todos judeus alemãs": cerca de 30 mil jovens manifestam a sua solidariedade com Cohn-Bendit. É a vez de mais um aniversário da Comuna de Paris e os dirigentes do movimento insistem numa outra palavra de ordem: "O poder está na rua". Às 20 horas, o general De Gaulle fala ao país, propondo a realização de um referendo. Os manifestantes reagem à intervenção, agitando lenços brancos e gritando "Adeus De Gaulle".
Começa a segunda noite de barricadas em Paris, primeiro na Rue de Lyon, depois no Quartier Latin. Pelo caminho, os manifestantes ocupam a Bolsa e deitam fogo às instalações. São atacados alguns comissariados de Polícia. Pierre Mendès France, antigo primeiro-ministro e símbolo das esquerdas, desloca-se à Sorbonne, ocupada pelos estudantes, afirmando que pretende ser testemunha dos combates. Os confrontos com a Polícia vão durar toda a noite. De madrugada, o ministro do Interior classifica os rebeldes de "escumalha". Confrontos também em Lyon, de que resultam um morto e 500 feridos (Foto de Gérard-Aimé)

Os operários da fábrica Renault em Cléon entram em greve. De madrugada tinham-se barricado nas instalações, sequestrando o director. A média das idades dos 4500 trabalhadores é de 29 anos. O seu slogan: "Podemos negociar com o patronato após a greve, nunca antes". Os metalúrgicos de Billancourt, símbolo da classe operária, seguem o exemplo. Nesse dia, a rádio fala em 70 mil trabalhadores em greve (Foto: Gérard-Aimé)

Os trabalhadores da Sub-Aviation, uma fábrica com dois mil operários em Nantes, entram em greve com ocupação das instalações. Em Paris, sucedem-se as manifestaões.Na imagem, líderes estudantis estão sempre na primeira fila (Jacques Sauvageot é o quinto da esquerda para a direita, e Alain Geismar o sexto) (Foto: Gérard-Aimé)



A Sorbonne continua encerrada. Centenas de estudantes bloqueiam o Boulevard Saint-Michel, sentando-se no chão. A proposta de realização de um "sit-in" partira de Daniel Cohn-Bendit, líder da contestação estudantil, que a transmitirá aos polícias destacados para o local: "Informamos os senhores guardas que hoje não combatemos. É inútil provocar, não responderemos". Louis Aragon, o velho poeta comunista, visita os estudantes, mas é repudiado pelos rebeldes, que não esquecem os ataques insistentes do "L'Humanité", o jornal do PCF (Fotos: Gérard-Aimé)


Alain Geismar e Jacques Sauvageot, respectivamente secretário-geral do SNesup (Sindiato dos Professores do Ensino Superior) e vice-presidente da UNEF (União Nacional dos Estudantes de França), mantêm conversações com outros sindicatos e com as autoridades. Esboça-se uma tentativa de recuperação da contestação estudantil, imediatamente repudiada pelo Movimento 22 de Março de Daniel Cohn-Bendit (mo uso da palavra nas duas imagens). Geismar (à direita na foto de baixo) acabará por rejeitar a constituição de uma frente institucional e aderir às teses dos insubmissos de Nantere (Fotos: Gérard-Aimé)


Manifestação nacional. A Polícia proíbe a entrada no Quartier Latin. Os manifestantes, cerca de 30 mil, sobem aos Campos Elísios. "O poder está na rua", gritam ao passar em frente à Assembleia Nacional. É posto à venda o primeiro número do jornal "Action" com cartoons de Walinski e Reiser. Esta publicação acompanhará todo o movimento, chegando a vender 100 mil exemplares (Foto: Gérard-Aimé)




Cohn-Bendit e os outros sete estudantes são interpelados de manhã perante o Conselho Disciplinar. Rodeados de jornalistas, entoam pelo caminho a "Internacional". Uma manifestação, convocada pela União Nacional dos Estudantes de França (UNEF), prolonga-se durante todo o dia, Os estudantes exigem a reabertura da Sorbonne e das outras faculdades encerradas, a retirada da Polícia do Quartier Latin e a libertação dos estudantes presos. Registam-se violentos confrontos com a Polícia. Balanço oficial: 805 feridos, dos quais 345 das forças policiais (Fotos: Gérard-Aimé)








