Após a derrota nas urnas da esquerda italiana, vemos agora a estrondosa derrota dos trabalhistas no Reino Unido.
Sem pretender que os Trabalhistas sejam um partido de esquerda, eram a força que congregava muitos trabalhadores e importantes sectores progressistas em Inglaterera, mas a actuação de Blair levou a um enorme afastamento dos tradicionais apoiantes do Labour. Até em Londres a derrota é humilhante.
A exemplo do que já se disse do governo italiano, convém lembrar que quando os partidos que se afirmam de Esquerda e governam à direita pensam que têm os cidadãos nas mãos (nas urnas) geralmente sofrem desilusões como estas.
O não cumprimento de promessas elitorais e a descarada mentira aos eleitores tem preços altos.
Não se procura, com estas afirmações, dar lições de moral, como habitualmente Sócrates acusa o Bloco de Esquerda, mas apenas chamar a atenção das consequências possiveis da governação que o grupo de José Sócrates vem fazendo no nosso país. O mais grave nem serão as consequências eleitorais, mas o completo descrédito, por parte das populações, na política e nos políticos.
Tudo indica que, a partir do final de Maio, o Porto fica ainda mais às escuras. Além da cabeça tinhosa de Rui Rio, há mais alguma onde isto faça sentido?
Tornando tudo isto muito mais claro: a segunda cidade de Portugal passa a ter zero salas de cinema!!! Mas que pesadelo, hein?!...

FOTO: Livia Corona
O Ministério da Educação e os sindicatos chegaram a um entendimento: a avaliação não será suspensa este ano, mas terá por base apenas quatro parâmetros e será aplicada, de forma igual, em todas as escolas do país. E as penalizações desapareceram.
Ao contrário do que alguns chegaram a dizer, não se trata de um acordo, mas de Memorando de Entendimento que salvaguarda, sobretudo, cerca de sete mil professores (contratados, na sua maioria) que necessitam de uma classificação este ano lectivo.
É um evidente recuo da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues (não é por acaso que o líder do PSD questionou prontamente onde tinham ficado as “convicções profundas” da ministra e do primeiro-ministro). Um recuo que, apesar do desprezo verbal a que foi, inicialmente, votado, só está relacionado com uma única coisa: a força da manifestação de 8 de Março. Esta foi a primeira vitória de 8 de Março, quer o Governo goste ou não.
Como é possível que num país democrático como Portugal um homem com demonstrações claras de problemas de saúde mental como Alberto João Jardim possa estar à frente de uma região como a Madeira?
Como é possível que um responsável pelo PS como Jaime Gama possa elogiar a “democracia” madeirense ao arrepio, mesmo, do que constatam os seus companheiros de partido?
Como é possível que o presidente da República deixe passar em branco as afirmações “loucas” de Alberto João que insulta permanentemente os eleitos pela oposição na Assembleia Regional?
Como é possível que o sr. dr. Luís Filipe Meneses faça declarações atabalhoadas de apego à democracia e permita os dislates do seu apaniguado madeirense sem sequer se distanciar dos mesmos?
Em que país vivemos?
Que medidas terão os portugueses que tomar para alterar este estado de coisas, repondo a esperança que o 25 de Abril trouxe, de um país democrático quer do ponto de vista político quer social e económico?
Nós, no Bloco de Esquerda, não nos propomos ser nem “inquiridores-mores”, nem os “patriarcas da moralidade”, mas exigimos que a ética republicana não se limite a ser meramente o que está na lei, existem princípios éticos democráticos que deverão merecer o máximo respeito por parte dos políticos, que não deveriam passar de servidores da causa pública e não servir-se dela.
Que os ex-ministros dos partidos de direita corram a ocupar lugares em empresas que anteriormente tinham negócios com os ministérios que tutelavam (tipo Lusoponte, etc.) merecerá sempre a nossa viva repulsa e nunca deixaremos de o denunciar. Que o mesmo seja prática de ex-ministros que se proclamam do socialismo é que já nos parece mais indigno e nunca por nunca deveremos deixar de o denunciar, que mais não seja para que os nossos concidadãos não continuem a afirmar que os políticos são todos iguais.
Podem o sr. primeiro-ministro e o sr. porta-voz do grupo parlamentar do PS dizerem o que quiserem, quer com frases infelizes e até grosseiras, quer com afirmações de circunstância vazias de conteúdo real, que não nos afastaremos dos nossos propósitos de defender o bem público e uma forma de estar na política escorreita e sem compromissos.
É que, até da mulher de César se dizia que não lhe bastava ser séria, era necessário também que o parecesse…

O senhor da foto anunciou, no passado mês de Janeiro, o fim da publicidade na televisão pública, medida que deveria entrar em vigor no início do próximo ano. Para compensar a consequente perda de receitas, Nicolas Sarkozy inventariou várias hipóteses de trabalho, como a aplicação de uma taxa sobre os anúncios nos canais privados de televisão e um imposto "infinitesimal" sobre a facturação das empresas que trabalham em novos meios de comunicação, como, por exemplo, o acesso à Internet ou os telefones móveis. Viviane Reding, comissária europeia da Sociedade da Informação, é que não gostou da ideia e já se manifestou contra o peregrino projecto gaulês (FOTO: AP/David Vincent)








