Está em: Início

P: Consegues imaginar num comício de campanha de Manuel Alegre com a participação de José Sócrates? (Votação terminada!)

A carregar gráfico...

Votações anteriores


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Por uma Constituinte Europeia!

É a vida, como diria o outro. Será?

Daqui não saio, daqui ninguém me tira. Só por cima do meu cadáver... Ao menos, a repelente e sinistra figura é sincera (não confundir com honesto...).

Depois do não da Irlanda ao Tratado de Lisboa - nota à navegação!, os argumentos do não na Irlanda são do mais reaccionário que há por esse Mundo fora - a Europa também vai ser sincera, nas próximas duas semanas, tal & qual como o senhor Robert Mugabe, contornando, rodopiando e dançando à volta da fogueira que a democracia permitiu e consagrou como legítimo. E vamos acabar por descobrir, helas!, que, afinal, 1% da população da UE não tem qualquer legitimidade para decidir o futuro dos restantes 99%. Apesar das regras privadas do seu próprio país exigirem-no...

Mas, porque é que os dirigentes que se assumem (e, se calhar, até sentem!) como emanações dos povos europeus não aceitam que uma Constituinte resolveria, de vez, todos esses problemas? Será por que acreditam que são, na realidade, entidades superiores, qualquer coisa "acima" de todos,  e, consequentemente, as populações algo de inferior, ou os "de baixo" não merecem, sequer, exprimir-se?

Ver comentários (0) - ComentarCategoria: Textos > Comentários
Criado em: 2008-06-14 18:00:19
Autor: Paulo F. Silva
Que grande confusão (trauma?) vai naquela cabecinha...

Nunca alinhei na história de que Cavaco Silva era um símbolo recauchutado do regime fascista. O senhor de Boliqueime, que fez a mais famosa e projectada rodagem de um automóvel alguma vez ouvida, apesar de tudo, tinha conquistado a primeira maioria absoluta em Portugal pelas vias legais, e também pelas vias legais foi eleito presidente da República.

Se o ouvi (ler nunca li, porque, simplesmente, o senhor não escreve) 500 vezes, 499 discordei. Mas dei-lhe sempre o benefício da dúvida, quanto mais não fosse pelas mais do que óbvias dificuldades de expressão oral. E, ocorre-me agora, até achei exagerado, em plena década de 1980, um conto de Soares Novais que compara "Aníbal António Cavaco Silva" a "António de Oliveira Salazar" graças à coincidência do... "António"!

Ganhou, ao longo dos anos, um estatuto equivalente ao de um senador, e muitos cidadãos passaram a ouvi-lo como se de uma entidade superior se tratasse.

Mas não. O senhor nunca escapou às "gaffes" que uma inabilidade natural, a da voz, o presenteava a cada passo. Foi assim com o anedótico episódio do bolo-rei. Foi assim também com as bacocas declarações sobre o "netinho". Com o tempo, uma boa e bem montada rede de colaboradores e assessores conseguiu minimizar os custos de tão desbocadas expressões verbais.

Disse o que disse dos jovens, no último 25 de Abril, e saiu-se, apesar de tudo, incólume. Mas, ontem, Cavaco Silva passou-se e ultrapassou todos os limites, ao confundir o Dia de Portugal com o Dia da Raça de triste e má memória!

Ao longo deste 10 de Junho, virão os colaboradores e assessores do costume pôr paninhos de água fria no lume brando. Mas nenhum será capaz de explicar que raio de coisa está inculcada na cabeça do senhor professor para, 34 anos depois da Revolução dos Cravos que nos deu, a todos, liberdade de expressão e de opinião, se ir lembrar da expressão-símbolo do Antigo Regime, fascista e colonialista. Que grande confusão (trauma?) vai naquela cabecinha... E não é legítimo que, ainda que por absurdo, Cavaco Silva, eleito com os votos dos portugueses, queira ressuscitar e branquear 48 anos de escuridão.

É demasiado grave o que está a acontecer. Espero que o protesto, em coro, não venha só do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português, como já aconteceu. Venha daí a consciência e a cidadania de cada um e de todos nós, o medo não pode ter tudo!

Porque a acontecer o silêncio terei de repensar na, então e infelizmente actual, premonição de Alexandre O'Neill, no seu "Poema pouco original do medo":


O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis

Vai ter olhos onde ninguém o veja

mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no teto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos

O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projetos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com a certeza a deles

Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados

Ah o medo vai ter tudo
tudo
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)

O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos

Sim
a ratos

Ver comentários (1) - ComentarCategoria: Textos > Comentários
Criado em: 2008-06-10 03:14:32
Autor: Paulo F. Silva
O QUE FAZ CORRER OS “DIRECTORES” DA TSF E DO JN CONTRA A ESQUERDA NÃO ATRIBUIDORA DE PREBENDAS E SINECURAS?

A despeito das suas opiniões, válidas como todas as opiniões, de que a Esquerda alegre e blá-blá-blá nada valem, porque nunca governaram, estes senhores manifestam um estranho ressentimento contra o Bloco de Esquerda. Porquê?

Será que têm que provar estar absolutamente fidelizados ao neoliberalismo que nos tem  (des)governado?

Mesmo assim, copiar os argumentos da bancada parlamentar do PS, nomeadamente do senhor provedor das empresas de trabalho temporário, Vitalino Canas, e do ministro Santos Silva, não assegura um  “reconhecimento” como servidor fiel, a ninguém.

Afirmar que o Bloco de Esquerda, quer a nível parlamentar, quer autárquico, ou mesmo  no campo social, não apresenta propostas só pode querer dizer uma de duas coisas: ou andam muito distraídos ou estão de má fé.

Tantos são os projectos apresentados que, de facto, alguma coisa está mal com a informação a que estes senhores têm ou não têm acesso.

É, no entanto, estranho que um grupo tão pouco válido cause tantas preocupações, quer aos governantes do PS,  quer aos seus porta-vozes na Comunicação Social.

Não será que é porque cada vez mais portugueses estão a entender as propostas alternativas e realmente socialistas que o Bloco de Esquerda apresenta?

A maioria absoluta de que o PS se arroga  não lhe foi dada para fazer o que tem vindo a fazer. Mas essa é outra questão que será discutida mais adiante.

 

Ver comentários (1) - ComentarCategoria: Textos > Comentários
Criado em: 2008-06-09 00:25:40
Autor: Esquerda Nova
Contra as políticas

Manifestação em Lisboa juntou mais de 200 mil

Ver comentários (1) - ComentarCategoria: Textos > Notícias
Criado em: 2008-06-06 00:29:15
Autor: Esquerda Nova
Não a esta revisão da legislação laboral

Ver comentários (0) - ComentarCategoria: Textos > Notícias
Criado em: 2008-06-04 02:16:56
Autor: Esquerda Nova
A ESQUERDA NOVA E A INICIATIVA “AGORA AQUI"

A Esquerda Nova é uma corrente de opinião do Bloco de Esquerda e não uma facção [ver o "Diário de Notícias" do passado dia 3 de Junho] e manifestou o seu apoio desde o primeiro momento esta iniciativa, até porque uma das consignas por nós defendidas na V Convenção do Bloco (Moção D) foi precisamente “POR UMA MAIORIA SOCIAL DE ESQUERDA“.

O texto do passado dia 30 de Maio assinado pela Esquerda Nova parece-nos perfeitamente claro e não necessita de leituras enviesadas de um qualquer “fazedor de opinião” que pretenda ler ali o que lá não está escrito.

Reiteramos a nossa firme intenção em tudo fazer para que as diferentes correntes de esquerda falem entre si e estabeleçam formas de luta contra o neoliberalismo que procura amordaçar a vontade dos nossos concidadãos e a todos tornar “escravos” da “sua” economia sacrossanta.

As esquerdas de costas voltadas só pode interessar aos que venderam a alma e os princípios por um prato de lentilhas envenenadas.

Ver comentários (0) - ComentarCategoria: Textos > Tomadas de Posição
Criado em: 2008-06-04 01:34:53
Autor: Esquerda Nova
Para dizer basta ao descalabro neoliberal!

Dirigentes e destacados militantes do Bloco de Esquerda, do Partido Socialista e do Movimento Renovação Comunista juntamente com sindicalistas e outras individualidades de esquerda assinaram uma declaração de crítica às políticas do Governo de José Sócrates na área social tornada pública esta semana. Em simultâneo, foi já convocada para a próxima terça-feira, dia 3 de Junho, uma sessão/festa no Teatro da Trindade, em Lisboa, estando previstas intervenções políticas de Manuel Alegre, Isabel Alegro Magalhães e José Soeiro.

Nada a opor, antes pelo contrário, quanto ao sentido do texto do apelo, nomeadamente no que se refere à necessidade imperiosa de "buscar os diálogos abertos e o sentido de responsabilidade democrática que têm de se impor contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade".

Menos claro, na perspectiva da Esquerda Nova, é o enquadramento desta iniciativa no contexto da procura da maioria social de esquerda. Há muito e em sucessivos documentos que o Bloco de Esquerda definiu a luta pelo Socialismo como objectivo estratégico central – um combate que exige, forçosamente, a construção e a conquista de uma maioria social de mudança, que terá de combater as políticas neoliberais e conservadoras, assumirá o seu papel na contestação social, construirá alianças sociais alargadas e saberá erguer novas alternativas transformadoras.

A sessão/festa "Agora/Aqui" da próxima semana é, sem dúvida, a assunção pública da crítica ao Governo do PS de várias sensibilidades políticas e ideológicas. Trata-se de uma crítica pública onde convergem diversas correntes que se reinvidicam do Socialismo. Possivelmente existirão visões diferentes sobre o Socialismo, mas esta é uma excelente oportunidade para mostrar a toda a sociedade portuguesa que é POSSÍVEL trabalhar por uma alternativa socialista, partindo-se da crítica a uma situação social que se tem tornado insustentável e agravada com as actuais políticas neoliberais do governo de José Sócrates.

A corrente de opinião da Esquerda Nova do Bloco de Esquerda considera que uma iniciativa como a sessão/festa "Agora/Aqui" é excelente para fomentar e ajudar à construção de uma maioria social de esquerda para uma alternativa socialista. Não pode nunca tornar-se numa mera e/ou única sessão do tipo palanque para o protagonismo de umas quantas individualidades de esquerda.

Iniciativas como estas não podem correr o risco de cometer velhos erros como as tentativas de hegemonização ou de pensamento único. O que interessa é pôr em comum formas de levar as diferentes correntes de esquerda a convergir num combate aberto ao neoliberalismo em todos os campos, social, económico, mas também cultural.

A seguir à sessão/festa de 3 de Junho, as correntes políticas e as invidualidades envolvidas deveriam, na nossa opinião, saber constituir um fórum aberto a todas e todos, aos movimentos sociais, a outras correntes à esquerda, num esforço de pensar, reflectir, discutir para se convergir numa alternativa socialista assente numa maioria social de esquerda capaz de operar mudanças e dizer basta ao descalabro neoliberal!

Ver comentários (0) - ComentarCategoria: Textos > Tomadas de Posição
Criado em: 2008-05-30 02:41:34
Autor: Esquerda Nova
Paris, 30 de Maio de 1968

De Gaulle reaparece e faz um discurso à nação, anunciando a dissolução da Assembleia Nacional e a convocação de eleições antecipadas. Afirma que não se demitirá. Ao som da "Marselhesa", um milhão de pessoas manifestam-se entre a Praça da Concórdia e o Arco do triunfo em apoio ao presidente da República. Entre os que lideram a manifestação figura André Malraux, escritor, resistente e então ministro da Cultura. É levantado o racionamento de gasolina (Foto: Philippe Carliat)

Ver comentários (0) - ComentarCategoria: AgitProp > Outros
Criado em: 2008-05-30 00:33:30